O padrão de mosca seca Adams e sua variação com o hackle em forma de parachute, talvez representem a forma de mosca seca mais popular do mundo mosqueiro.
Contando com diversas variações de cor e tamanho, é fatal para os pequenos e vorazes lambaris e deixam as trutas malucas e com um pouco de sorte também mandam bem na tilápia.
Gosto bastante de atar este padrão, tanto a regular, quanto a com hackle em parachute, e para dividir com todos os colegas mosqueiros, segue dois vídeos do YouTube, o primeiro mostrando como se atar uma adams parachute, e o segundo mostrando como se fazer o Hackle
06 December 2007
05 December 2007
Coma mais Salmão !! Salve as reservas naturais do Alaska !!!

Eu sei, eu sei, salmão é bem caro ! Principalmente salmão do atlântico, para nós brasileiros o custo é absolutamente proibitivo.
Porém o título do post é uma tradução livre do Slogan de uma campanha contra a instalação de uma mineiradora de ouro em Bristol Bay no Alaska. A instalação destruiria os principais rios salmoneiros (running salmons), sendo que estes rios são os últimos que restam a espécie (ou espécies) de salmão. Sem contar demais danos ao meio ambiente ao redor dos rios.
A associação para a conservação dos meios naturais no Alaska, formada por pescadores esportivos, nativos e a indústria pesqueira, entoam a mesma canção de protesto contra a criação da mina.
Bristol Bay, atualmente é protegida por leis rígidas de pesca e caça, aplicáveis tanto a pesca esportiva quanto a pesca profissional. Inclusive os Nativos obedecem as temporadas de caça e pesca. Atualmente, a pesca profissional do salmão, é a principal fonte de renda da população local, que tem enraizada em sua cultura a pesca e o processamento do pescado bem como a posterior venda aos mercados americanos e europeus.
Uma vez que as temporadas de pesca são estabelecidas em função do ciclo de vida do salmão bem como dos costumes nativos. A pesca é um recurso natural renovável que tende a perdurar por gerações.
Em contra-partida, a mina de ouro, teria vida útil de 50 anos, empregaria 5 vezes mais trabalhadores do que a indústria pesqueira, e durante sua operação despejaria litros e litros de agentes químicos nos rios da região. Destaque aqui para o cianureto de potássio utilizado no processo de mineração.
A população que é a favor da mina de ouro, alega que os benefícios em termos de desenvolvimento local, bem como os novos negócios gerados pela mina são imensamente superiores aos gerados pela pesca, turismo e caça. E que uma vez que esta nova infra estrutura seja estabelecida, ela deve perdurar, logo a região em si não mais necessitaria de seu meio ambiente para o sustento da população.
Já a parcela da população formada por famílias de pescadores, guias de pesca e caça, defende a idéia que não há patrimônio maior que o meio ambiente, e que a industria de pesca como está estabelecida hoje, pode sim sustentar um crescimento de recursos e serviços na região de maneira controlada.
Para provar que é possível sustentar a região com a pesca profissional e demais atividades voltadas ao turismo. A população local de pescadores, lançou a campanha : EAT MORE SALMON !! And save The Bristol Bay !
Aumentar o valor do Salmão defumado no mercado, é a alternativa mais viável de manter toda a região de Bristol Bay como é hoje : um santuário de pesca e caça controlado e manipulado pela população local que faz da conservação do meio ambiente seu meio de sobrevivência.
Será que um dia teremos que comer mais robalo para preservar a espécie ? Será que um dia teremos temporadas de pesca controladas e principalmente fiscalizadas ?
Labels:
Bristol Bay,
controle ambiental,
pesca profissional,
robalo
04 December 2007
Impressionistas, Realistas e semi acabadas...

Que o Atado é uma forma de arte, ninguém discute. Desde uma simples mosquinha tipo uma San Juan Worm até uma Silver Doctor clássica, todas as receitas demando, aprendizado, prática e de certa maneira um estado de espírito um tanto "Zen" durante as sessões de atado.
Escutando o Excelente programa AskAboutFlyFishing.com onde o convidado era o Gary Boger, que tem credenciais de sobra quando o assunto é atado : Doutor em biologia, tem diversos livros publicados especificamente sobre insetos, é "Designer" the moscas para a Umpaqua, ministra cursos, tem dvds e livros editados sobre a arte do atado. De maneira resumida : "O Cara é Fodão !"
O fato, é que o Sr Boger, faz uma grande distinção entre moscas realistas e moscas impressionistas, defendendo que o atado voltado a pesca deve ser muito mais impressionista do que realista.
Uma mosca impressionista, tem por objetivo imitar os aspectos mais proeminentes do inseto que está sendo imitado. Já a realista objetiva copiar de maneira detalhada um determinado inseto.
Para uma mosca impressionista, aspectos de simetria, principalmente a relação entre o tamanho do hackle e o comprimento do anzol, ou ainda, o formato do corpo em relação ao tamanho da calda da mosca (caso ela tenha cauda claro), é muito mais importante do que detalhes de cores e etc...
Uma estratégia interessante do Sr Borger é a recomendação de levar moscas Semi acabadas para a pescaria ! Por exempo, vc leval uns azois com deer hair atado como se fosse um hair ball grossamente aparado, mais uns hackles... Chega na beira do rio e derrepente se depara que você não em uma mosca no formato que os peixes estão buscando... Dai você saca seu Pseudo Hair ball, corta ele no formato desejado (no exemplo que ele deu, um grilo), mesmo que grosseiramente e manda um cast !
Talvez, para mim, essa história de moscas semi-prontas para pescarias seja um pouco demais. não sei se teria a paciência ou ainda a habilidade de aparar um hair ball de maneira que este fique parecido com um gafanhoto, atar uns rubber legs no meio do rio deve ser bem complexo.
Quem sabe um dia...
Labels:
atado,
fly tying,
moscas semi acabadas,
táticas de pesca,
umpaqua
03 December 2007
Bimini Twist !
Nas palavras de Mel Krieger, no vídeo "40 Years Fishing in Patagonia", "Se você quer certeza que seu nó é forte o suficiente para aquela Truta marrom do Rio Grande, só existe um nó que nunca abre - Bimini Twist"
O Bimini twist é amplamente utilizado, não somente no fly, em pescarias em água salgada onde se perseguem peixes grande, como Marlins, Galos, ou ainda peixes popularmente conhecidos por sua força nos primeiros instantes da briga.
Eu tenho dedicado um certo tempo a aprender este nó. Na realidade, não tenho problemas com os nós que uso em minhas pescarias semanais, já faz algum tempo que não tenho problemas de nó aberto e etc... Porém, tenho pensando muito em tentar as carpas gigantes da fazenda Kiri (nunca vi ninguém tirar uma das grandes mesmo em qualquer modalidade de isca artificial), e se eu der a sorte de fisgar uma delas, realmente vou querer ter certeza que o nó vai aguentar a empreitada !
Para ilustrar o Post, mais um vídeo do YouTube, ilustrando em 3D como executar o bimini Twist !
02 December 2007
Memórias
Até começar a decolar umas mosquinhas, eu nunca tinha entendido por quê, os personagens do Ernest Hemingway de maneira geral, sempre referenciam experiências anteriores durante o preparativo de novas aventuras, mas nunca com fatos concretos sobre a atividade, quero dizer, eles nunca mencionavam, o tamanho do anzol, ou a linha ou a faca que usaram em suas aventuras. Mas sempre os companheiros de aventura, os assuntos discutidos, as conversas e controvérsias.
Hoje, acho que entendo o que o Sr. Hemingway quis de fato mostrar através, de seus personagens.
Vendo a coleção de fotos que fiz em 3 anos de pescarias em São José dos Ausentes, consegui constatar que pouco me lembro de que mosca pegou que truta, o tamanho do tippet, a ação da vara e etc...
Porém, e de maneira muito viva em minha memória estão, todas as conversas que tive com enquanto caminhava a beira do rio Silveira, ao longo das sessões de atado e tudo mais.
No vídeo que segue, procuro passar um pouco destas memórias, a todos os colegas que também já estiveram por aquelas bandas.
01 December 2007
Tucunaré em Miami
Não, você não leu errado o título do Post...
Depois de escutar no excelente podcast AskAboutFlyFishing.com sobre a pesca de Tucunaré em Miami, e em alguns outro lugares da Flórida fiquei um tanto intrigado. Tucuna é uma espécie tipacamente sul americana. O que tucunas estariam fazendo em Miami ? Visitando o Mikey ?
No mesmo programa, minutos depois, vem a resposta, o entrevistado explica que os Tucunas de Miami, são transplantes originários de diversos pontos da Amazônia.
Abaixo, segue mais um vídeo que mostra alguns mosqueiros gringos pescando os transplantes...
Labels:
peackock bass,
pirataria biológica,
Transplante,
Tucunaré
Subscribe to:
Posts (Atom)
