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06 July 2008

Escolhendo um novo caniço




Todo mundo comenta das tribulações que o iniciante na pesca com mosca geralmente se submente, até achar o equipamento ideal para suas condições de pesca e por ai a fora. Depois de um tempo, se o sujeito realmente pegou gosto pela coisa, é certeza que este vai adquirir um segundo equipamento, já com um pouco mais de conhecimento sobre o que espera ou não do caniço, da linha da carretilha e por aí a fora. O ideal seria ir até uma loja e experimentar diversas combinações de equipamentos até chegar em um ideal. Porém, como todos sabem, a realidade de fly shops no Brasil não é bem esta, logo o sujeito recorre a WEB.

E é justamente quando começamos a procurar mais informações, que mais dúvidas começam a surgir. A WEB é sem dúvida nenhuma a maior fonte de informações para a a maioria absoluta dos assuntos pertinentes a humanidade. Agora, vamos encarar a sittuação de maneira pragmática :

  • Sites dos fabricantes : Ao meu ver, primeiro local a ser pesquisado, e também o mais perigoso. Sites de fabricantes são instrumentos de marketing, elaborados com o único propósito de persuadir o consumidor a comprar o produto oferecido. O que se deve procurar nos sites dos fabricantes são informações como : Dimensões (pés, peso) formatos (grip, número de partes, cor) e o mais complicado a ação do caniço. Cada fabricante tem sua própria tradução do que é rápido, médio, progressivo e por aí a fora.
  • Lojas Online : A não ser pela pesquisa de preços, geralmente são uma referência um tanto fraca, pois contém pouquíssima informação, geralmente um resumo das informações encontradas nos sites dos fabricantes.
  • Revistas Online : Algumas revistas trazem informações e testes honestos e bem interessantes, mas a maioria (em especial as revistas que também são publicadas em bacas) acabam por executar testes e comparações ruins de pouca valia. O melhor comparativo de caniços que vi até hoje foia da revista "Fish & Fly" de janeiro deste ano. Imparcialidade é complicado !
  • Fóruns de discussão : Muito recomendável ! Pois os fóruns reunem indíviduos das mais diversas opniões, quando boa parte das pessoas tem uma opnião parecida sobre um produto, este pode ser bem interessante... A contrapartida é que a experiência toda nos fóruns pode ser um tanto confusa.

Num dado instante, você fica convencido que determinado equipamento é o mais adequado a sua cituação, seja pelas características técnicas, por opniões diversas que você compilou, ou até em função do texto poético do site do fabricante que lhe convenceu. Agora, dado o cenário, você consegue afirmar de maneira prática que fez a melhor escolha ? Na realidade seria impossível. Você só sabe se escolheu direto depois de dez minutos casteando com o caniço novo.

Alguns sites de fabricantes, trazem em meio ao texto "marqueteiro" informações interessantes também. Coisas como o tipo de pescaria a que o caniço se determina, que tipo de isca arremessa entre outras. Na minha opnião esta é a informação que mais conta, pois como sei que tipo de pescarias prentendo fazer com o novo equipamento, a informação do tipo de mosca vem de encontro com o que espero.

Enfim, comprar sem testar tem seus riscos, você pode acertar na mosca, passar perto (e acabar se adaptando, ou errar feio ! O bacana é que as vezes o equipamento errado para você é o equipamento certo para outro pescador ! Não gostou da nova aquisição ? Anuncie nos fóruns num preço condizente que com certeza você acaba vendendo !


03 July 2008

Como é a construção de um caniço de grafite

Aproveitando a dica do colega Podolano, inicialmente postada no fórum mosqueiros do rio, segue um video realmente muito legal sobre o processo de construção de varas de grafite ! Particularmente, sou curioso com essas coisas, logo achei o vídeo muito interessante !

27 April 2008

Cuidados com o caniço



No número 19 da excelente revista digital do colegas do Fogon Mosquero, além um grande conteúdo sobre pesca e atado, encontra-se também uma rápida matéria de como cuidar do caniço ao longo da pescaria.

Tomei a liberdade de traduzir (ainda que de maneira macarrônica) e publicar aqui as dicas (de maneira resumida), pois percebi o quão errado eu procedi na hora de armar o equipamento em algumas pescarias. Não sei se é novidade para todo mundo, porém, cuidado nunca é demais !

Vamos as dicas :

    1. O Caniço é o último equipamento que se arma ao começar um dia de pesca.
    2. Sempre armar o caniço longe dos demais companheiros de pesca.
    3. Nunca apoiar o caniço em espelhos retrovisores de carros ou mesmo em qualquer outra parte. As portas não perdoam !
    4. Nunca transportar os caniços armados, mesmo que por um pequeno trecho de estrada nunca deixar a ponta do caniço para fora...
    5. Quando estamos descançando, ou nos reunindo para o churrasco, deixe o caniço longe apoiada em algum arbusto (seco de preferência) nunca aopoiado diretamente no solo.
    6. Ao começar a pescar, sempre observar os arredores, identificando pontos de enroscos (o popular Macaco)
    7. Tenha em mente que armar e desarmar o caniço ou ainda trocar de carretilha ou de spool é uma operação rápida...
    8. Sempre ao terminar o dia de pesca desarmar o caniço e guardar no estojo apropriado (ou ao menos em local bem seguro).
    9. Mesmo que você siga todas estas regras, por via das dúvidas, sempre leve um equipamento reserva.
    10. Agora, se seu caniço quebrou na corrida de uma Marron grandona ou num salto de uma arco-íris, ai sim : "Congratulações !" e um brinde pelo momento memorável !



12 February 2008

Como empunhar o caniço de mosca.



O texto a seguir é uma compilação de alguns textos encontrados na web, bem como trechos de livros dedicados ao ensino do arremesso.

Existem, inicialmente, três maneiras distintas de se empunhar o caniço de fly :

  • Thumb Grip : A famosa empunhadura com o dedão voltada para cima ! Talvez a mais disseminada entre os brasileiros. De acordo com a literatura, é uma empunhadura utilizada em equipamentos mais pesados, ou ainda para se imprimir maior energia a vara.

  • Golf Grip :
    É a empunhadura mais simples de se entender inicialmente, e oferece um grande conforto a priori. Porém durante logos dias de pescaria pode oferecer desconforto, e até causar um pequeno stress no punho.

  • Point Grip :
    Como o exemplificado na figura, o "Point grip" emprega o dedo esticado sobre o grip do caniço. Muito difundido entre os pescadores de truta em pequenos rios. Proporciona casts em menor distância, porém com grande acuidade e controle da linha.

Na minha opnião, a forma com que se empunha o caniço está de certa forma relacionada ao estilo que aprendemos a pescar. Para quem já leu ou assitiu o Material produzido pela Joan Wulff, sabe que ela até cita o pointing grip e o golf grip, mas de fato prega a utilização é o thumb Grip. Da mesma maneira Mel Krieger no vídeo "THE ESSENCE OF FLYCASTING" também faz uma pequena citação ao golf e ao pointing grip mas de fato prega a utilização do thumb.

Particularmente até já tentei usar o point grip, mas não me adapto ! Porém, a título de treino, vale a experiência, tavez você descubra uma nova forma de pescar que lhe seja mais confortável ! Afinal o objetivo em um dia de pesca é, claro, pescar ! E não ficar reclamando no canto de dor na mão, no braço e etc...

13 January 2008

Será que agüenta !?

Muitas vezes, já me achei em meio a discussões sobre como brigar com um peixe de maneira a não danificar o caniço. Claro que cada um tem sua maneira de fisgar, de brigar etc etc e tal... Mas o que de fato me chamava a atenção em todas as discussões é a preocupação com o caniço.

Outro fator que influência muito a discussão, é o fato de que alguns fabricantes oferecem garantia por toda a vida, outros até a 3a. geração (apartir do nome que está no cartão de registro) bem como outras marcas oferecem reposição da partes, e outras oferecem "dois tapinhas nas costas e um "I'm sorry !" "

Uma empresa com fins lucrativos que se propõem a trocar um equipamento danificado, durante toda vida do cliente e possivelmente de seus descendentes, tem que ter um processo de qualidade extremamente "Afinado". Do contrário, se muitas varas quebrassem em campo, aonde ficaria o lucro da empresa ?

A contra-partida de um controle de qualidade "ferrenho", é o custo final do produto.

Voltando a vaca fria, peixe grande quebra vara ? Como se teste uma vara para garantir que não vai quebrar ? Como os fabricantes conseguem garantir isso ?

Para variar, pesquisando o assunto no google, achei alguns vídeos que mostram o famoso "Pound Test", muito utilizado durante a fase de criação de um novo taper, para definir a durabilidade e as características do mesmo.

Conforme eu for achando mais informações sobre o assunto, vou ir disponibilizando aqui no blog, acho importante discutir o assunto, principalmente minimizar os efeitos de marketing, e ao invés de discurtir marcas, discutir características técnicas de cada equipamento.



22 November 2007

Caniços rápidos, lentos, médios e a eterna discussão...





Esta discussão, surgiu no fórum www.flyfishingbrasil.net
mais ou menos no final de agosto de 2006. A discussão proposta inicialmente pelo Beto Vaucher , propunha o seguinte questionamento :

" Mosqueiros

Estava lendo algumas mensagens aqui e vi referências sobre varas e ações com termos mole/lento e dura/rapida

Entre os pescadores com quem eu tenho contato e tambem aqui no FFB já discutimos sobre varas rápidas e lentas.

Mas gostaria mesmo de ouvir opiniões é justamente sobre estas caracteristicas.
Eu entendo que há uma grande diferença entre uma vara lenta que lança a linha e uma
vara "mole" que nao consegue lançar a linha.
Da mesma maneira entendo que muitas vezes os pescadores consideram "rápida" uma vara dura que não carrega,
obrigando o pescador a fazer o arremesso com seu proprio braço.

O que Vcs pensam a respeito deste tema??

Um abraço

Beto Vaucher
"

E claro que é uma questão além de muito interessante, muito polêmica, passível do entendimento de cada um, e claro, do que cada fabricante propõe como sendo "Caniços rápidos, lentos, médios".

Depois de uma salutar discussão entre todos os colegas do fórum que opinaram no tópico, imaginei, do alta da minha pretensão de pescador ciêntista, rato de laboratório, que a única forma de atestar o que é lento, rápido e médio seria executar um ensaio laboratorial.

Segue então a proposta que fiz na época do que seria um ensaio para determinar o fim desta eterna questão :

"
Srs,

Quando estou conversando sobre pesca ou vendo sites de pesca e/ou qualquer outra coisa que não seja ligada com atividades de pesquisa e desenvimento de tecnologia (minha atividade profissional) gosto de esquecer totalmetne de ensaios laboratoriais e etc... pq vamos e venhamos pesca é pesca e trabalho é trabalho...

Este tópico, está muito interessante, com muita informação e pontos de vista que se completam ou que ao menos nos levam a pensar, o que é melhor do que ter "Aquela velha opnião formada sobre tudo" (Raulzito que me perdoe pelo plágio), mas enfim... Vamos ao que de fato quero acrescentar ao tópico :

Estamos discutindo a "Ação da vara" com a prerrogativa de que tal ação possa ser Lenta, média, rápida procede ? Onde cada tipo de ação pode causar um efeito colateral dado o tipo de material e técnica de construção da vara...

Pois bem, para se chegar há uma verdade final sobre este assunto, ao menos no espectro laboratorial, seriam necessários os seguintes passos :

1 - Eleger amostras do objeto de estudo (varas) categorizadas por nro de partes, tipo de construção, componentes, peso, altura, tração. Garantir que cada uma das amostras seja estatísticamente significante dentro de sua categoria (ou seja que suas qualidades representem em média a população)

2 - Eleger um conjuto de fly line, backing e carretilha compatível com todas as varas.

3 - Eleger um grupo de usuários (no caso pescadores ehheeh) com significância estatística dentro da população total de pescadores com mosca para um dado território. É importante agrupar classificar por habilidade, idade e tempo de experiência na modalidade.

4 - Qualificar um ambiente com características fisicas tais como temperatura, humidade e metragem quadrada adequada... controladas e mensuráveis.

5 - Qualificar um conjuto de instrumentos de captação e medição capazes de em tempo real capturar informações dos ensaios.

6 - Definir os movimentos (casts) a serem estudados.

Em se tendo os 6 pré requisitos acima, os seguintes ensaios devem ser realizados, preliminarmente :

1 - Para cada uma das varas e de maneira independente os seguintes testes são necessários :

1.1 - Cada cobaia/pescador execute cada um dos movimentos definidos em 6 apenas com a vara (sem linha e carretilha)

1.2 - Cada cobaia/pescador execute cada um dos movimentos definidos em 6 apenas com o equipamento completo. com metragem de linha fixa e menor que uma metragem pré definida.

1.3 - Cada cobaia/pescador execute cada um dos movimentos definidos em 6 apenas com o equipamento completo. com metragem de linha incremental para em função do nro de testes a ser realizados.

1.4 - Repete-se todos os testes acima, variando condições de ambiente tais como temperatura e humidade bem como o horário do dia em que estes são feitos (pessoas tem respostas diferentes para a mesma atividade durante as horas do dia).

2 - Executados os ensaios acima, temos dados suficiente para tabular informações tais como :

2.1 - Influência do fly line no comportamento da vara.
2.2 - Informações captadas tais como :
- Velocidade da ponta da vara para cada movimento p/ pescador
- Trajetória da ponta da vara para cada movimento p/ pescador
- Trajetória do butt da vara para cada movimento p/ pescador
- Velocidade do but da vara para cada movimento p/ pescador
- Dados trigonométricos para referência espacial
2.3 - Por pescador levantar as condições de saúde do mesmo bem como :
- Medir a força muscular empregada em cada movimento.
- Medir o Nro de sinapses realizadas (essa é difíci)
- Características singulares tais de cada um (a cobaia quebra o pulso no arremesso ? A cobia aplica muita força no cabo ?)

2.4 - Para todos os testes em 2.2 a metragem de linha empregada denota influência ?

Eu realmente estou ficando cansado de escrever, então vou simplificar um pouco mais...

Com todos os dados tabulados no passo 2, é possível analisar toda essa massa de informação do ponto de vista da estatística usando ferramentas como o MatLab ou ainda o MiniTab. de maneira a identificar correlações tais como :

1 - A Linha e a Carretilha influênciam na ação da vara ?
2 - O Tipo de arremesso influencia a ação da vara ?
3 - A vara influência o tipo de arremesso ?
4 - O pescador em função de sua faixa etária, experiência e habilidade influência na ação da vara ?

Notem que isto é só o básico do básico... com os testes descritos acima dá para isolar muito mais informações... Agora, você colega pescador, está se perguntado "Por que eu preciso fazer essa Mierda matemática laboratorial da Nasa pra saber a ação da vara ?"

A resposta seria científica clássica seria : "Para não deixar que os sentimentos interfiram nos fatos"

Pq cada um de nós sabe o equipamento que mais gosta, com a ação que mais lhe agrada na hora de pescar... independente da marca, velocidade e etc... que para cada um vai ser melhor que a melhor vara apontada por todo esse teste...

Note que não inventei nada... da uma olhada no que já existe no mercado e na net...:

http://www.sageflyfish.com/default.asp?p=73
Numerical Analysis of a Fly fishing cast
http://seesar.lbl.gov/ANAG/staff/bono/html/ASME_Bioengineering.pdf
O efeito do Loop em um cast.
http://www.sexyloops.co.uk/cgi-bin/theboard_07/ikonboard.cgi?act=Print;f=3;t=4640


"