19 March 2008

Spey - Segundo Mel Krieger


Já faz um tempo que tenho dedicado um tempo em aprender um pouco mais sobre as técnicas de Spey Casting, ultimamente, tenho até pensado em comprar um equipamento de Spey (caniço de Duas mãos carretilha linha...) enfim, talvez seja exagero... talvez seja legal... 

No meio tempo, tenho estudado o assunto (na web tem sites excelentes, como já publiquei anteriormente), praticado um pouco os lançamentos que aprendi nas excelentes clínicas do Gerson Kawamoto, e fim de semana passado, antes de embarcar de volta para o brasil, comprei o vídeo "La Essencia del Spey Casting" de autoria do "Maestro" Mel Krieger.

Como todos os vídeos do Mel Krieger, este é extremamente didático. E, é esta a grande diferença entre este vídeo e qualquer outro material que está disponível na WEB. Com a simplicidade e carisma que só os verdadeiros mestres possuem, Mel Krieger dismistifica os principais aspectos inerentes ao Spey cast, principalmente a variedade de nomes distintos aplicados ao mesmo lançamento.

De passo em passo, e sempre "amarrando" muito bem as explicações, o professor Krieger demonstra desde a empunhadura do caniço e os princípios do Spey chegando até as técnicas mais elegantes. 

Enfim, vale muito a pena ! Mesmo que você não esteja necessariamente interessado em Spey, o vídeo tem um segmento totalmente dedicado ao roll cast e dá muitas dicas sobre como melhorar esta técnica !
 

18 March 2008

E tem mais !


Tem mais relato da pesca em Caviahue !
Tem mais fotos também !!

Resolvi dar uma boa elaborada nos próximos textos, principalmente com informações um pouco mais técnicas, de maneira que o relato também traga um pouco de informação técnica sobre casts, tipos de linhas comprimento de leaderes e essas pequenas coisas que fazem toda a diferença em uma pescaria bacana !
Porém, para elaborar mais, tem que estudar um pouco o assunto para não escrever asneira, mesmo por quê de asneira a web está cheia !

16 March 2008

Patagonia 2008 - Entre Cordilheiras e Trutas - Parte 1

O começo :

É curioso como as coisas se desdobram no decorrer de um ano. Desde que voltei da Patagônia argentina em 2007, comecei a rabiscar uma segunda empreitada por San Martin, Junin e seus riozinhos tão almejados por todos aqueles que apreciam uma boa pescaria de truta no estilo.

Rabisca da li, fuça daqui, fala com um aqui, outro ali, muito e-mail, muitas possibilidades de datas. E derrepente é novembro ! E derrepente é Dezembro ! E daqui se você piscar o olho é janeiro ! Janeiro é o mês da ansiedade, hora de fechar as passagens aéreas e as parcerias. E foi justamente aqui que tive algumas invertidas nos meus planos. Algumas parcerias acabaram por não acontecer, e daí já era tarde demais para conseguir guias na data requerida, e ainda hospedagem.

Comecei então a contemplar a possibilidade de viajar e pescar sozinho pela patagônia. Porém viajar sozinho dói no bolso ! Os hotéis / lodges / hosterias quase que penalizam o viajante solitário em até 60% a mais sobre o preço estabelecido para duplas. Algo muito semelhante acontece com com os guias de pesca que chegam a cobrar algo muito próximo do dobro de uma diária de pesca para o pescador solitário.

Eu estava quase desistindo, quando resolvi consultar o Rubinho (www.pescaventura.com.br), sobre possibilidades de pesca tanto no chile quanto na argentina.
Ele me ofereceu diversas opções, tanto de chile quanto de argentina, e mesmo viajando sozinho, os preços e condições de pesca e viagem eram muito mais atrativos do que os que tinha conseguído por conta própria.

Ao mesmo tempo em que as conversas se desenrolavam com o Rubinho, convidei o grande colega Mario "Fly" Cardim a se juntar na aventura.

Depois de muita conversa, optamos por pescar em Caviahue província de Neuquén, seriam 5 dias de pesca em rios e lagos dentro de uma área particular de 24 mil hectares) que dispões de três braços de rios, umas tantas lagoas e bocas de rios habitados por trutas arco íris, marrons e as desejadas fontinalis (brook trout)


Caviahue fica a +/- 450Km do aeroporto de Neuquén, tem em média 400 habitantes (sim, quatrocentos habitantes) e é muito mais conhecida pela estação de ski do que necessariamente pela pesca com mosca. A 20 minutos de Caviahue, fica localizada a cidadezinha de copahue, conhecida por suas águas térmicas e lama medicianal única no mundo. Copahue conta com no máximo 300 habitantes durante o período do verão, ficando totalmente coberta de neve no período de inverno. Ambas as cidades estão encrustadas aos pés da cordilheira dos andes e a uma distância média de 25 Km's da fronteira com o Chile.

Caviahue - Cidade em construção


Caviahue Rua com duas lojinhas e posto médio e 1 restaurante !!


Ambas as cidades encontram-se em estágio embrionário de desenvolvimento. Caviahue tem meia dúzia de hotéis de inverno, duas lojinhas de artesanato, dois mercadinhos, dois restaurantes, um posto de saúde, e... e só ! O resto está tudo em construção ! Copahue também !

Entre Caviahue e Copahue está a estância Trolope, e é aqui que começa a pescaria !

A Pescaria :

Mapa da Estância Trolope

Depois de duas horas e meia de vôo e quase 5 horas de van chegamos a Caviahue por volta das 13 horas da tarde no hotel. Neim cinco minutos depois, o guia, Lucio, já estava junto de nós para dar inicio a primeira tarde de pescaria.

Na eminência de uma tarde de pesca, o cansaço de 8 horas de viagem deu lugar a uma tremenda expectativa fenomenal ! Depois de devidamente instalados nos quartos e uma hora depois, já estávamos em uma tenda na estância Trolope comendo um rápido sanduiche e preparando o material para os primeiros casts.

Preparativos


Dizer que na Patagonia venta muito é puro pleonasmo ! E como ventava muito nesta primeira tarde o guia nos recomendou a começar a pescaria no fundo, utilizando sinking tip, e mais ao fim do dia, trocar para linha float e mosca seca !

Começamos então a pescar em um tramo bem fundo e largo do rio Trolope, usando linha tipo sinking tip e umas woolies e zonker em anzol 8 e 10. Não correm 10 minutos até o Rubinho ter primeiro pique ! Mais alguns minutos e foi a vez do Mario ter se pique ! E dai, tive meu primeiro pique, perdi !! Nó mal feito é uma droga mesmo !! Nova mosca, mais um par de cast e Pique, só que desta vez a truta não e escapou . Ufa ! Dedão não volto !

Depois da primeira truta, alguns passos a frente, e a história se repete : Alguns casts, mosca na água, deixa afundar alguns segundos, recolhe, recolhe e TRUTA na ponta da linha ! Este primeiro tramo do Trolope foi altamente produtivo para todos do grupo ! Mesmo perdendo muitos piques, capturei 5 trutas de porte muito respeitável !

A 1a. Truta patagônica de 2008 !



Uma geral do Local




Porém, a ansiedade mesmo era pescar com mosca seca ! Afinal de contas, é para isso que fomos para lá ! Para ver uma trutona subindo pegar uma elk hair caddis na superfície !

Algumas horas depois, o guia nos informa que era bom caminharmos um pouco e trocar as linhas sinking tip por float, por uma mosca seca e caprichar no cast !

Logo após uma pequena corredeira, o rio Trolope fica um tanto raso e ladeado por juncais. O guia então nos orienta a começarmos usando secas grandes, como Chernobill ant e Maddam X, entre outras terrestres, sempre arremessando muito, mas muito perto dos juncais.

Dá-lhe adenalina ! Depois de pegar o jeito de arremessar no juncal, começa a ação ! Lança a mosca, espera ela bater na água, alguns poucos segundos de espera, uma puxadinha na linha muito de leve só para movimentar a mosca um pouqinho e... e... TRUTA ! As trutas do rio Trolope não são de ficar fazendo muita cerimônia não ! Quando resolvem subir, são verdadeiros foguetes, batem nas Madam-X com força e voracidade !

Mais uma vez, perdi alguns piques, consegui capturar algumas trutas, um pouco menores que as do primeiro tramo, mas tá valendo ! É Truta na mosca seca ! Faltou apenas uma foto melhor ! Ao tirar o anzol, a truta se safou da minha mão e voltou para água !


A primeira Truta na Seca !



Já se aproximavam as 8:30 horas da noite quando o tempo começou a fechar, e era possível avistar no horizonte uma tempestade chegando.

Achamos melhor encerrar a primeira tarde de pescaria e voltar para o hotel. Afinal todos já tinham pescado bem e ninguém estava muito na adrenalina terminar o primeiro dia de pesca encharcado e com muito frio !

Seguem as imagens que fecharam o primeiro dia de pesca :

Panorama Geral do 2o. Tramo do Trolope :


A Tempestade se formando !


Batendo em retirada


Sem palavras...


Fim do primeiro dia e da primeira parte da aventura !
Em breve, Lago trolope, Laguna Achacosa e trutas, muitas trutas !

08 March 2008

Rumbo Sur !

Chegou a minha vez ! É com grande Alegria que coloco o cartaz que se segue :






Sem Celular, sem email... !

Até a volta !
Boa semana a todos !

Fish Bum I : Mongólia


Para quem gosta dos vídeos do povo do AEGMedia Saiu o novo vídeo, "Fish Bum I : Mongólia"
Este é o primeiro que é dedicado a pesca de outras espécies que não a truta.







Como carregar a carretilha de fly.




Bem diferente do spinning e do bait casting, a pesca com mosca emprega três tipos distintos de linha ao mesmo tempo e obviamente carregados na mesma carretilha.

As linhas envolvidas são :
  1. Backing : Ou linha de reserva é conectada diretamente ao carretel da carretilha e tem duas funções básicas : dar segurança a linha de fly (em caso desta ser puxada toda para fora do carretel) e ainda "acomodar melhor" a linha de fly no carretel. Sendo que esta segunda é realmente em função de evitar o efeito memória na linha de fly. Claro que eu também quero um peixão que tire toda a minha linha de fly para fora da carretilha e etc... Mas nas pescarias que pratico, este cenário beira o irreal.
  2. Fly line : A linha de mosca, grande estrela deste filme ! Dependendo da sua configuração (comprimento do running, tipo de shooting e etc...) esta pode demandar mais ou menos backing, de acordo como a capacidade da carretilha(consultar indicação do fabricante), tipo da carretilha (Tradicional, Mid-arbor, large arbor)
  3. Leader : No caso de se carregar uma carretilha de fly, o leader é o menor dos problemas, mas como faz parte do sistema, resolvi citar ele aqui !
Basicamente temos quatro elementos que devem ser conectados (carretilha, backing, fly line e leader) através de nós específicos para cada um, como alguma variação, de acordo com a pesca que se pretende.

A lista a baixo mostra que nó usar para qual conexão, lembrando que aqui estou abordando apenas o básico :

  1. Carretilha - Backing : Este, na minha opnião, é o mais chato de se executar. porém dificilmente você vai precisar atar este mesmo nó mais de uma vez para um equipamento específico. Na realidade é um conjunto de dois OverHand's (não sei como traduzir coerentemente Overhand se alguém souber, manda no comment !) como se segue na ilustração :
  2. Backing - Fly line : Geralmente se usa o Nail Knot (nó de prego). O mais importante desta conexão, é garantir que o fly line não seja estrangulado pela linha de backing. Ou seja, após você executar o nó, estique ambas as linhas de maneira firme e analise se o fly line não está sendo estrangulado ou se ainda não ficou torto. O Nail knot é empregado aqui justamente por que proporciona uma conexão firme e não altera o fluxo das linhas.
  3. Fly line - Leader : Bom, aqui a discussão é grande, não necessariamente você necessita de um nó, existem dispositivos tais como o L2L da Scientific angler que resolve a problemática com um sistema até curioso de encaixes. Existem ainda os braided loops de diverdas marcas... Algumas linhas de fly "modernas" já vem até com uma alça na ponta prontinha para receber o leader ! Agora se você quiser preparar a ponta de sua linha de mosca com nós, você pode fazer uma pequena alça com a linha de fly e prender o sistema com um nó "8", anexar um pedaço de mono filamento utilizando o nail knot e neste pedaço de mono filamento fazer um nó de alça e ai então anexar o leader. A idéia é sempre construir um sistema em que o leader possa ser intercambeável sem a necessidade de se cortar o fly line.
Acabei falando mais das conexões do que necessariamente do sistema como um todo. Como tudo na vida, existem algumas mancadas para se carregar a carretilha de maneira coerente. A primeira delas, é justamente equilibrar a quantidade de backing em função do Fly line.

Na bibliografia, alguns autores, pregam carregar o sistema ao contrário, ou seja, prender o fly line no carretel, carregar todo seu conteúdo, depois prender a linha de backing no flyline e ir carregando até achar o ponto "ideal", ou seja, não entupir a carretilha de backing neim por pouco a ponto de não surtir efeito nenhum. depois que o tal ponto ideal foi achado, desenrole tudo, prenda a ponta do fly line na carretilha, conforme demonstrado, e recolha tudo !

Em sua maioria, os fabricantes de carretilha indicam de maneira precisa a capacidade da carretilha para acomodar o backing e o fly line. Procuro seguir esta indicação, porém, sempre coloco alguns metros a menos de backing, não por que sou mão de vaca, mas por que gosto de uma "folga extra" no sistema.



Outra coisa que aprendi de maneira prática, não sei se os colegas vão concordar comigo, é que linhas de fly de numeração menor, demandam mais backing (não por que vou pescar um super lambari que vai me esgotar todo o fly line !) pois tendem a formar memória rapidamente .

Como já mencionei, a forma que apresentei aqui é talvez a forma mais conhecida de se carregar uma carretilha de fly. Existem diversas variações, principalmente para quem pesca mais em água salgada atrás de permits, bone fishes e tarpons que demandam um sistema a prova de falhas !

Faltou ainda falar de como prender a mosca na ponta do leader/tippet, não esqueci não !! Vou abordar o assunto num post futuro.